Neste artigo (6 partes)
Resumo em 30 segundos
- De janeiro a julho de 2026, o consumo ligado a recreação, lazer e eventos somou R$ 89,9 bilhões, 7,8% acima do período anterior, segundo a Abrape.
- No mesmo recorte, o núcleo do setor criou 5.090 empregos formais, contra 12.226 no mesmo período de 2025. A queda é de 58,4%.
- A organização de eventos segue como o segmento que mais cresce dentro do setor, com saldo de 4.612 empregos formais em 2026.
- O dado não explica a desaceleração. Ele mostra que o gasto continua e que as equipes do setor crescem em ritmo menor.
- Para a empresa que contrata evento, o efeito prático é planejar com antecedência e pedir orçamento com data, público e objetivo definidos.
Os dois números saem do mesmo levantamento e apontam em direções diferentes. O dinheiro que circula em eventos continua subindo. A contratação de gente para fazer esses eventos, não.
O que segue em alta
Até julho de 2026, o consumo ligado a recreação, lazer, entretenimento e eventos somou R$ 89,9 bilhões no país. O valor ficou 7,8% acima do período anterior. Só em julho, foram R$ 12,7 bilhões. Os dados são da Associação Brasileira dos Promotores de Eventos (Abrape), divulgados em 21 de setembro de 2026.
Em janeiro, a própria Abrape já projetava crescimento de 7,8% no consumo do setor em 2026, com consumo estimado em R$ 151,9 bilhões.
Dentro do setor, a organização de eventos é o segmento que mais se destaca. Em levantamento de abril, a Abrape registrou crescimento de 149,1% no número de empregos formais nessa atividade (Panrotas, 2 de abril de 2026).
Onde o ritmo cai
A parte que desacelera é a criação de vagas. No núcleo do setor, o saldo foi de 5.090 empregos formais de janeiro a julho de 2026. No mesmo período de 2025, foram 12.226 vagas criadas. A diferença é de 58,4%.

Na ponta de organização de eventos, o acumulado de 2026 chega a 4.612 empregos formais. Ainda é um saldo positivo, mas menor do que o ritmo de anos anteriores.
O presidente da Abrape, Doreni Caramori Júnior, resumiu a leitura: "O consumo ligado ao lazer, entretenimento e eventos continua crescendo em todo o país". A mesma reportagem mostra que o emprego perdeu força no período.
O que isso muda para quem contrata
O levantamento não diz por que as contratações desaceleraram. Ele mostra a direção do setor, e isso já basta para planejar melhor.
Para quem contrata um evento corporativo, isso costuma significar três coisas práticas:
- Antecedência. Pedido com pouca antecedência limita a escolha de local e de fornecedor.
- Escopo claro. Número de pessoas, data, local e objetivo do evento definem o orçamento. Sem isso, a proposta vira estimativa.
- Um responsável. Quando a execução passa por três fornecedores, cada um cobra por um pedaço. Um interlocutor único reduz retrabalho.
Esse tipo de pedido, com data, público e objetivo definidos, é o que permite comparar propostas com justiça. Vale pedir pelo menos três orçamentos com o mesmo escopo.
Vai fazer um evento da empresa?Um contrato, um interlocutor, e a gente cuida do resto.
Pedir um orçamentoComo comparar propostas sem cair no preço mais baixo
Quando o mercado está ativo, a tentação é comparar apenas o valor final. Isso costuma dar errado. Duas propostas com o mesmo preço podem entregar coisas bem diferentes. Antes de decidir, vale conferir cinco pontos em cada uma:
- O que está incluído. Montagem, desmontagem, equipe no dia, alimentação, som, imagem e transporte entram ou não entram? Uma lista de itens evita surpresa na nota final.
- Quem executa. Pergunte se a empresa faz a execução ou repassa para terceiros. Nos dois casos, peça o nome do responsável pelo dia do evento.
- Prazo de cada etapa. Quando o fornecedor confirma local, fornecedores de palco e buffet? Atraso em uma etapa costuma empurrar as outras.
- Plano B. Chuva, atraso de palestrante e falha de energia acontecem. A proposta mostra como cada caso é tratado?
- Mensuração. Que resultado o evento precisa mostrar: presença, contratos, avaliação dos participantes, retorno para o time comercial? Sem isso definido, não há como saber se valeu a pena.
Esse último ponto ganha força quando a verba é apertada. Um evento com objetivo claro justifica o investimento com mais segurança, e facilita a conversa com o financeiro.
Perguntas que as empresas costumam fazer
Com quanta antecedência contratar um evento corporativo? Depende do tamanho e da época. Para convenções e eventos grandes, o ideal é começar a conversa com alguns meses de folga, principalmente em datas de pico, como o fim do ano.
O dado de desaceleração do emprego afeta o preço? O levantamento não trata de preço de evento. Ele mostra o comportamento do emprego e do consumo no setor. Cada orçamento precisa ser lido no seu escopo, sem generalizar.
Vale a pena contratar um fornecedor único? Depende da complexidade. Um interlocutor único reduz o número de conversas e a chance de falha entre etapas. Para eventos simples, dividir pode sair mais barato. Peça a conta aberta e compare.
Em Goiânia, o calendário segue cheio
A agenda local confirma que o setor está ativo. A FICCA Goiás 2026 ocupa o Centro de Convenções de Goiânia de 27 a 29 de outubro, com seis eventos e mais de 200 expositores. Quem planeja um evento de fim de ano ou uma convenção para o primeiro semestre de 2027 deve olhar essas datas desde já.
Para acompanhar o que muda no mercado de eventos, vale ler também o levantamento de 76% dos profissionais que projetam crescimento até 2027 e a leitura sobre eventos como investimento que se mede.
Fontes
- Panrotas: Abrape, consumo segue em alta, mas geração de empregos perde ritmo no setor de eventos (21/09/2026)panrotas.com.br
- FBHA: Setor de eventos deve crescer 7,8% em 2026 e gerar mais de 140 mil empregos (21/01/2026)fbha.portaldocomercio.org.br
- Panrotas: Setor de eventos registra alta no consumo e no emprego no início de 2026 (02/04/2026)panrotas.com.br
- Diário de Goiás: FICCA Goiás 2026 reúne negócios, inovação e agenda internacional em Goiâniadiariodegoias.com.br
Informações conferidas em 03/10/2026. Fotos: AnugaBrazil (Koelnmesse) (CC BY-SA 4.0); Fronteira (CC BY-SA 4.0).
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