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Consumo de eventos sobe, mas contratação desacelera em 2026

A Associação Brasileira dos Promotores de Eventos divulgou em 21 de setembro que o consumo ligado a lazer e eventos segue em alta, enquanto a criação de vagas formais perde ritmo. Para quem organiza evento corporativo, o dado pede planejamento mais cedo e orçamento claro.

PPor Panorama Eventos3 de outubro de 20264 min de leitura
Expositores conversam com visitantes em um estande de feira de negócios, com materiais impressos na mãoFoto: AnugaBrazil (Koelnmesse) · CC BY-SA 4.0
Neste artigo (6 partes)
  1. O que segue em alta
  2. Onde o ritmo cai
  3. O que isso muda para quem contrata
  4. Como comparar propostas sem cair no preço mais baixo
  5. Perguntas que as empresas costumam fazer
  6. Em Goiânia, o calendário segue cheio

Resumo em 30 segundos

  • De janeiro a julho de 2026, o consumo ligado a recreação, lazer e eventos somou R$ 89,9 bilhões, 7,8% acima do período anterior, segundo a Abrape.
  • No mesmo recorte, o núcleo do setor criou 5.090 empregos formais, contra 12.226 no mesmo período de 2025. A queda é de 58,4%.
  • A organização de eventos segue como o segmento que mais cresce dentro do setor, com saldo de 4.612 empregos formais em 2026.
  • O dado não explica a desaceleração. Ele mostra que o gasto continua e que as equipes do setor crescem em ritmo menor.
  • Para a empresa que contrata evento, o efeito prático é planejar com antecedência e pedir orçamento com data, público e objetivo definidos.

Os dois números saem do mesmo levantamento e apontam em direções diferentes. O dinheiro que circula em eventos continua subindo. A contratação de gente para fazer esses eventos, não.

O que segue em alta

Até julho de 2026, o consumo ligado a recreação, lazer, entretenimento e eventos somou R$ 89,9 bilhões no país. O valor ficou 7,8% acima do período anterior. Só em julho, foram R$ 12,7 bilhões. Os dados são da Associação Brasileira dos Promotores de Eventos (Abrape), divulgados em 21 de setembro de 2026.

Em janeiro, a própria Abrape já projetava crescimento de 7,8% no consumo do setor em 2026, com consumo estimado em R$ 151,9 bilhões.

Dentro do setor, a organização de eventos é o segmento que mais se destaca. Em levantamento de abril, a Abrape registrou crescimento de 149,1% no número de empregos formais nessa atividade (Panrotas, 2 de abril de 2026).

Onde o ritmo cai

A parte que desacelera é a criação de vagas. No núcleo do setor, o saldo foi de 5.090 empregos formais de janeiro a julho de 2026. No mesmo período de 2025, foram 12.226 vagas criadas. A diferença é de 58,4%.

Fachada do Centro de Cultura e Eventos Prof. Ricardo Freua Bufáiçal, no campus Samambaia da UFG, em Goiânia
Centro de Cultura e Eventos Prof. Ricardo Freua Bufáiçal, no campus Samambaia da UFG, em Goiânia.Foto: Fronteira · CC BY-SA 4.0

Na ponta de organização de eventos, o acumulado de 2026 chega a 4.612 empregos formais. Ainda é um saldo positivo, mas menor do que o ritmo de anos anteriores.

O presidente da Abrape, Doreni Caramori Júnior, resumiu a leitura: "O consumo ligado ao lazer, entretenimento e eventos continua crescendo em todo o país". A mesma reportagem mostra que o emprego perdeu força no período.

O que isso muda para quem contrata

O levantamento não diz por que as contratações desaceleraram. Ele mostra a direção do setor, e isso já basta para planejar melhor.

Para quem contrata um evento corporativo, isso costuma significar três coisas práticas:

  • Antecedência. Pedido com pouca antecedência limita a escolha de local e de fornecedor.
  • Escopo claro. Número de pessoas, data, local e objetivo do evento definem o orçamento. Sem isso, a proposta vira estimativa.
  • Um responsável. Quando a execução passa por três fornecedores, cada um cobra por um pedaço. Um interlocutor único reduz retrabalho.

Esse tipo de pedido, com data, público e objetivo definidos, é o que permite comparar propostas com justiça. Vale pedir pelo menos três orçamentos com o mesmo escopo.

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Como comparar propostas sem cair no preço mais baixo

Quando o mercado está ativo, a tentação é comparar apenas o valor final. Isso costuma dar errado. Duas propostas com o mesmo preço podem entregar coisas bem diferentes. Antes de decidir, vale conferir cinco pontos em cada uma:

  • O que está incluído. Montagem, desmontagem, equipe no dia, alimentação, som, imagem e transporte entram ou não entram? Uma lista de itens evita surpresa na nota final.
  • Quem executa. Pergunte se a empresa faz a execução ou repassa para terceiros. Nos dois casos, peça o nome do responsável pelo dia do evento.
  • Prazo de cada etapa. Quando o fornecedor confirma local, fornecedores de palco e buffet? Atraso em uma etapa costuma empurrar as outras.
  • Plano B. Chuva, atraso de palestrante e falha de energia acontecem. A proposta mostra como cada caso é tratado?
  • Mensuração. Que resultado o evento precisa mostrar: presença, contratos, avaliação dos participantes, retorno para o time comercial? Sem isso definido, não há como saber se valeu a pena.

Esse último ponto ganha força quando a verba é apertada. Um evento com objetivo claro justifica o investimento com mais segurança, e facilita a conversa com o financeiro.

Perguntas que as empresas costumam fazer

Com quanta antecedência contratar um evento corporativo? Depende do tamanho e da época. Para convenções e eventos grandes, o ideal é começar a conversa com alguns meses de folga, principalmente em datas de pico, como o fim do ano.

O dado de desaceleração do emprego afeta o preço? O levantamento não trata de preço de evento. Ele mostra o comportamento do emprego e do consumo no setor. Cada orçamento precisa ser lido no seu escopo, sem generalizar.

Vale a pena contratar um fornecedor único? Depende da complexidade. Um interlocutor único reduz o número de conversas e a chance de falha entre etapas. Para eventos simples, dividir pode sair mais barato. Peça a conta aberta e compare.

Em Goiânia, o calendário segue cheio

A agenda local confirma que o setor está ativo. A FICCA Goiás 2026 ocupa o Centro de Convenções de Goiânia de 27 a 29 de outubro, com seis eventos e mais de 200 expositores. Quem planeja um evento de fim de ano ou uma convenção para o primeiro semestre de 2027 deve olhar essas datas desde já.

Para acompanhar o que muda no mercado de eventos, vale ler também o levantamento de 76% dos profissionais que projetam crescimento até 2027 e a leitura sobre eventos como investimento que se mede.

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